Origem
Quixadá é um município brasileiro do estado do Ceará. É a maior cidade do sertão central, com uma população estimada em 2019 de 87.728 habitantes.[3] Possui uma área de 2.019,834 km² e uma densidade demográfica de 43,43 hab/km²[2]. O município possui o 17º maior PIB do estado, maior renda per capita e melhor IDH do Sertão central. Na década de 1960 e 1970 o município esteve na lista das 100 cidades mais populosas do Brasil.
Conhecida como "Terra da Galinha Choca", "Terra dos Monólitos" ou "Cidade Rainha do Sertão Central", uma de suas características mais marcantes são formações rochosas, os monólitos, nos mais diversos formatos que "quebram" a aparente monotonia da paisagem sertaneja. É também conhecida por ser a terra de escritores como Jáder de Carvalho e Rachel de Queiroz que, apesar de ter nascido em Fortaleza, a capital do Ceará, possuía uma relação muito forte com a cidade, visitando-a constantemente, quando se hospedava em sua Fazenda Não Me Deixes, que herdou de seu pai, Daniel de Queiroz.[6] Fonte: https://quixada.ce.gov.br/omunicipio.php
História
Originalmente, a região foi habitada pelos índios Canindés e Jenipapo pertences ao grupo dos Tapuias, resistindo à invasão portuguesa no início do século XVII (17), sendo (pacificados) em 1705, quando Manuel Gomes de Oliveira e André Moreira Barros ocuparam as terras de Quixadá. Estes grupos indígenas resistiram até 1760, pois os conflitos entre índios e colonos, ocasionados pelo desenvolvimento da pecuária desde 1705, praticamente extinguiram essas tribos.
A colonização da área compreendida atualmente pelo município de Quixadá ocorreu através da penetração pelo rio Jaguaribe, seguindo seu afluente o rio Banabuiú e depois o rio Sitiá, cujo objetivo principal era a conquista de terras para a pecuária de corte e leiteira.
A primeira escritura pública da região foi a do Mosteiro Beneditino, hoje Casa de Repouso São José, na Serra do Estêvão, onde hoje é o distrito de Dom Maurício, em 1641. Manuel da Silva Lima, alegando ter descoberto dois olhos d'água, obteve uma sesmaria. Essas terras, inicialmente de Carlos Azevedo, eram o "Sítio Quixedá" adquirido por compra conforme escritura de 18 de dezembro de 1728.
Em seguida, a propriedade foi vendida a José de Barros Ferreira em 1747 por duzentos e cinquenta mil réis. Oito anos depois, José de Barros, construiu casas de morada, capela e curral, lançando assim as bases da atual cidade de Quixadá, sendo considerado, portanto, o legítimo fundador da cidade. A fazenda prosperou e se transformou em distrito do município de Quixeramobim.
A partir do século XIX, com a instalação da estrada de ferro que ligava o Cariri à Fortaleza ocorreu forte urbanização do município. Esta também foi fortemente influenciada pela produção de algodão exportado para a Inglaterra, que nesta época vivia a Revolução Industrial. A Freguesia de Quixadá foi criada pela Lei provincial n.° 1.305, de 5 de novembro de 1869. Em de 27 de outubro de 1870 a Lei provincial n.° 1.347 criou o Município de Quixadá desmembrando-o de Quixeramobim e sendo elevado à categoria de vila.
Com o projeto e a construção do Açude do Cedro, a vila passa a receber ainda mais imigrantes vindo de diversas regiões (estimados em 30.000), além disso diversas estradas foram construídas. Este processo acelera a urbanização, fazendo com que em 17 de agosto de 1889 a vila recebesse foros de cidade pela Lei provincial n.º 2.166.
Deste sua emancipação até hoje, teve cinquenta e três governos municipais, sendo o fazendeiro Laurentino Belmonte de Queiroz, o primeiro gestor no período de 1871 a 1873. Fonte: https://quixada.ce.gov.br/omunicipio.php
Cultura
A cultura de Quixadá, no Ceará, é marcada por um forte folclore sertanejo, tradições orais, artesanato em couro/bordados e uma rica herança indígena (Canindés e Tapuias). Destacam-se o reisado, dança de São Gonçalo, maracatus e literatura, com forte conexão com a escritora Raquel de Queiroz. A cidade também é conhecida pelos monólitos, como a Pedra da Galinha Choca.
Destaques da Cultura Quixadaense:
Manifestações Folclóricas: Reisado de couro, dança de São Gonçalo, grupos de maneiro pau, bandas cabaçais e lapinhas.
Cultura Sertaneja e Literatura: Forte influência da literatura de cordel, violeiros e a presença da escritora Rachel de Queiroz, homenageada no Memorial Chalé da Pedra.
Artesanato: Produção de redes, rendas de bilro, crochês e bordados.
Turismo e Patrimônio: O Complexo do Açude Cedro e a Pedra da Galinha Choca são símbolos geológicos e culturais.
Eventos: Destaque para o "Quixadá Junino", um dos maiores festejos da região.
Divisão Política
Quixadá, localizada na região do Sertão Central do Ceará, tem uma divisão política estruturada em 13 unidades: a Sede e 12 distritos. O município destaca-se como polo regional e foi emancipado em 1870.
Distritos de Quixadá (IBGE/IPECE):
Sede
Califórnia
Cipó dos Anjos
Custódio
Daniel de Queiroz
Dom Maurício
Juá
Juatama
Riacho Verde
São Bernardo
São João dos Queirozes
Tapuiará
Várzea da Onça
A cidade também é dividida administrativamente em mais de 20 bairros na área urbana, como Centro, Campo Novo, Alto São Francisco, entre outros.