Origem
Os fatos históricos sobre o território cearense começaram a ser registrados na História Moderna a partir do século XVI. Os primeiros documentos descreviam essa região do Brasil já habitada por diversas etnias indígenas, que viviam da extração de recursos naturais, pesca, agricultura e comércio com povos europeus. A formação histórica do atual Ceará é resultado de diversos fatores sociais, econômicos e de adaptação à natureza, tais como a interação entre os povos nativos, os europeus e os africanos e a desses povos com o fenômeno da seca.
A Capitania do Ceará foi doada em 20 de novembro de 1535 ao provedor-mor da Fazenda Real, Antônio Cardoso de Barros, subalterno de Fernão Álvares de Andrade e de D. Antônio de Ataíde. Em certo momento da história a Capitania do Ceará foi anexado a Capitania de Pernambuco. O desenvolvimento independente do Ceará aconteceu depois de sua desagregação de Pernambuco, em 1799,[22] e sua história foi marcada por lutas políticas e movimentos armados. Essa instabilidade prolongou-se pelos períodos do Império e da Primeira República, normalizando-se depois da reconstitucionalização do Brasil, em 1945.
História
A história do Ceará começa com os povos indígenas (Tupi, Jê) que habitavam a região, sendo posteriormente colonizada pelos portugueses a partir do século XVI, com resistências indígenas e a fundação de fortes como o de Santiago e depois o de Nossa Senhora da Assunção (Fortaleza) em 1654, tornando-se capital em 1726. O território ganhou autonomia da Capitania de Pernambuco em 1799 e, com a República, virou o Estado do Ceará, destacando-se na história brasileira por sua contribuição à Independência e por enfrentar grandes secas, moldando seu povo forte e acolhedor, com ricas influências culturais indígenas e portuguesas.
Cultura
A cultura cearense é um rico mosaico de influências indígenas, europeias (portuguesas) e africanas, expressa em um artesanato vibrante (rendas, couro, palha de carnaúba), literatura (cordel, José de Alencar), música (forró, repente), culinária farta (baião de dois, carne de sol) e forte tradição oral e religiosa, com centros como Juazeiro do Norte, celebrando a identidade sertaneja e litorânea.
Principais Elementos da Cultura Cearense:
Artesanato: Destaque para as rendas de bilro, bordados, peças em couro (vaqueiros), trançados de carnaúba, e garrafas de areia colorida com paisagens.
Literatura e Oralidade: Berço de grandes nomes como José de Alencar e Patativa do Assaré, com forte tradição de literatura de cordel e xilogravura.
Música e Dança: Ritmos variados como coco, forró, maracatu, e o repente (improvisação), refletindo o sertão e o litoral.
Culinária: Pratos típicos como baião de dois, carne de sol com macaxeira, moqueca cearense, caranguejo e doces regionais.
Religiosidade Popular: Forte presença do catolicismo popular, com santuários importantes em Juazeiro do Norte e Canindé.
Patrimônio Histórico: Cidades como Sobral, Icó e Aracati possuem centros históricos preservados, e o Theatro José de Alencar é um marco arquitetônico em Fortaleza.
Divisão Política
O Ceará possui uma divisão político-administrativa com 184 municípios, organizados em 8 Macrorregiões de Planejamento e 20 Microrregiões Administrativas para fins de gestão, além das Regiões Metropolitanas de Fortaleza e Cariri, enquanto o IBGE utiliza 7 mesorregiões e 33 microrregiões geográficas para estatísticas, abrangendo as áreas de planejamento como Litoral Leste, Sertão Central, Centro-Sul e outras.
Principais Divisões:
Municípios: 184, com a capital Fortaleza sendo o principal.
Regiões de Planejamento (Governo Estadual): 8 Macrorregiões combinando 20 Microrregiões Administrativas, como Litoral Leste, Litoral Oeste/Vale do Curu, Sertão de Sobral, etc..
Regiões Metropolitanas: Fortaleza (19 cidades) e Cariri (9 cidades).
Divisão IBGE: 7 Mesorregiões e 33 Microrregiões Geográficas para dados estatísticos.