Origem
A CONSTRUÇÃO DO ARROJADO LISBOA: A PEDRA FUNDAMENTAL DA HISTÓRIA
Boa parte do desenvolvimento da cidade deve-se à construção do Açude Arrojado Lisboa, pelo Departamento Nacional de Obras Contra às Secas (Dnocs). A obra teve início em 1952 com a instalação do canteiro, acampamento e estradas de acesso. Em 1953 começaram a abertura, limpeza e tratamento da fundação. A obra teve andamento normal até 1960, quando os seus construtores lutaram arduamente para que a barragem não fosse ultrapassada pelas águas, uma vez que a única passagem de descarga para o volume afluente era a galeria da tomada d?água. Superada aquela cheia, os trabalhos retomaram seu ritmo normal até que em 1961 novas chuvas preocuparam os construtores. Os trabalhos foram reiniciados em 1963 e concluídos em 1966.
A história do Banabuiú se atrela à história do Açude. Esse projeto faraônico trouxe gente de todas as partes do Ceará. Muitos encontraram trabalho, e estes, sob um sol escaldante, construíram Banabuiú. Segundo relatos de moradores que viveram por aqui na época da construção (nas décadas de 50, 60 e 70), ela se deu a custa de muito suor, dedicação e também muito sangue derramado. Foi nesta época em que a cidade mais cresceu. Os trabalhadores que aqui chegavam foram ficando, formando suas famílias, fazendo assim desenvolver o lugar. Hoje Banabuiú é herdeiro dessa história, dessa geração de operários que não tiveram sequer o direito de pertencer a tal classe, pois estes ?cassacos? estavam num patamar inferior à classe operária.
Foi somente em 1988, conforme o Projeto-Lei nº 11.427 de 25 de janeiro deste mesmo ano que Banabuiú foi elevado à condição de município.
Mas antes mesmo da cidade começar a se desenvolver, o que havia por aqui? Há inclusive uma lenda de que Banabuiú era habitada por índios. Estudiosos da história cearenses atestam que Potiguara, Paiacu, Tapairiu, Panati e Ariu, eram algumas das etnias indígenas que colonizaram o local. O Banabuiú da época de seu nascimento era apenas Laranjeiras, um distrito de Quixeramobim.
De acordo com o IBGE, o distrito foi criado através do ato estadual datado de 26-08-1899. Em 29 de outubro de 1979 foi elevado a categoria de Vila por uma lei estadual. Uma outra lei do Estado, cerca de um ano depois, viria a desmembrar a cidade de Quixadá. A história do distrito é composta por uma espécie de briga judicial que ora devolvia e ora desmembrava as terras ao município de Quixadá.
Em setembro de 1926, até então independente, uma outra lei estadual volta torná-la distrito de Quixadá. No final de dezembro de 1943 o distrito passa a denominar-se Banabuiú. Finalmente, em 1988, Banabuiú se emancipa e a localidade volta a se tornar distrito, desta vez de Banabuiú. Fonte: https://banabuiu.ce.gov.br/municipio
História
A história de Banabuiú (CE) começa como o povoado de Laranjeiras, ligado à pecuária no século XIX, tornando-se distrito de Quixeramobim em 1899 e depois de Quixadá, com o nome alterado para Banabuiú em 1943. O desenvolvimento crucial veio com a construção do Açude Arrojado Lisboa (1958-1966) pelo DNOCS, que atraiu trabalhadores (os "caçacos") e formou o atual centro urbano, levando à emancipação como município em 25 de janeiro de 1988
Cultura
A cultura de Banabuiú (CE) é marcada pela forte ligação com o rio Banabuiú, tradições sertanejas, o ciclo do gado, festividades religiosas (São Sebastião, N.S. de Fátima, N.S. da Conceição) e eventos populares como o Carnaval das Águas e a Feira de Artesanato (BANARTES), onde o artesanato local com palitos, tecidos e crochê se destaca, refletindo uma história de colonização, construção de infraestrutura (Açude Arrojado Lisboa) e o desenvolvimento de uma identidade própria no sertão cearense.
Principais Aspectos Culturais
História e Origem: A cultura local é moldada pela história do povoado que surgiu com a criação de gado e agricultura, sendo influenciada por etnias indígenas e colonizadores, e desenvolvida em torno da construção do Açude Arrojado Lisboa, atraindo muitos trabalhadores, os "caçacos".
Festividades:
Festa de São Sebastião: Celebrada em janeiro, ligada às origens do povoado.
Carnaval das Águas: Um dos eventos mais procurados, atraindo multidões.
Festa de Nossa Senhora de Fátima: Padroeira da cidade, em maio.
BANARTES (Feira de Artesanato): Evento que movimenta a economia local e expõe a produção artística.
Festa de N.S. da Conceição: Em Sitiá, distrito de Banabuiú, em dezembro.
Artesanato: Produção rica em itens feitos com palitos de picolé, materiais reciclados, tapetes de tecido, crochê, com forte participação familiar e venda em feiras.
Economia e Cotidiano: A cultura também se reflete na economia, com destaque para a agricultura de subsistência, pecuária, pesca e o comércio local, além da presença de indústrias como a de ferro silício.
Eventos Esportivos: A cidade também é palco de eventos esportivos que atraem visitantes da região.
Em resumo, a cultura de Banabuiú é uma mistura de tradições sertanejas, fé religiosa, o impacto da água (rio e açude) e uma vibrante cena de artesanato e festas populares, tudo isso enraizado em sua rica história de formação.
Divisão Política
A divisão político-administrativa de Banabuiú, Ceará, inclui a sede (o próprio município) e mais quatro distritos: Laranjeiras, Pedras Brancas, Rinaré e Sitiá, totalizando cinco distritos que compõem a estrutura municipal, sendo a sede a área principal com seus bairros.
Distritos de Banabuiú:
Banabuiú (Sede): Inclui bairros como Centro, Vila Brasília, Balneário Banabuiú, Vila Operária, entre outros.
Laranjeiras
Pedras Brancas
Rinaré
Sitiá (onde fica a parede do Açude Pedras Brancas).